NOSSOS MESTRES INESQUECÍVEIS

 

PProfessor

José Simplício

* História *

 

O Professor José Simplício é carioca, nascido na cidade do Rio de Janeiro - RJ em 27 de novembro de 1928. Era filho de Manoel José Simplício e de Isabel Claudina Simplício.

Se casou com Zélia Quintino da Rocha Simplício e desta união nasceram Guaraci, Inara e Moacir.

Guaraci também seguiu os passos do pai, sendo uma grande referência no ensino para crianças deficientes, trabalhando arduamente por quase 30 anos, até seu falecimento, aos 56 anos de idade, em 2015.

Nosso professor fez todos os seus estudos no Rio de Janeiro mesmo, iniciando no Colégio Nilo Peçanha e concluindo no Colégio Rabelo. Licenciou-se em história e geografia na Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil.

Plenamente habilitado nas matérias, ministrou aulas de história em escolas estaduais em Itu e Tanabi, sendo depois designado para a direção do Ginásio em Nhandeara, todas no Estado de São Paulo.

Foi professor efetivo do Colégio e Escola Normal Dr. Francisco Gomes da Silva Prado, em Jacareí, no período de 1.961 à 1.983, ano em que se aposentou, e ainda no período de 1.963 à 1.993 foi professor de Introdução aos Estudos Históricos, Geografia Histórica, Geografia Humana e Estudos de Problemas Brasileiros da Universidade de Taubaté, onde foi nomeado Chefe de Departamento de Ciências Sociais e Letras do Centro de Ciências Humanas.

Durante sua vida, o professor José Simplício foi um grande exemplo de dedicação na defesa da educação, estando sempre envolvido com atividades relacionadas com o desenvolvimento cultural do cidadão.

Assim, é de fundamental importância destacar entre estas atividades a luta do Professor José Simplício pela valorização dos professores, o incentivo e a defesa da participação  popular, bem como a defesa da cidadania como um todo.

Não há como relembrar o teatro pioneiro em Jacareí sem mencionar o professor José Simplício. Entretanto, o maior título atribuído a esse Filho Brilhante, principalmente por seus ex-alunos, é o de 'grande entendedor da alma juvenil', qualidade máxima desejada por quem se dedica ao ensino.

Simplício era professor de história do ginasial, como se chamava naquele tempo, década de 1960, nas escolas Cene e Antônio Afonso. Recém chegado de Tanabi (SP), os alunos simpatizaram com ele de imediato. Era costume, em todas as escolas de Jacareí, meninas e meninos ficarem separados no pátio na hora do recreio. Os professores iam para uma sala dentro do estabelecimento, longe da garotada.

Simplício, já no intervalo do primeiro dia, fez diferente. Foi direto para o pátio dos meninos na hora do recreio. Em poucos minutos estava ele cercado pelos alunos mais curiosos em conhecer aquele professor 'diferente'. Aos poucos as alunas também foram se aproximando e a moda pegou geral. Em pouco tempo, meninas e meninos compartilhavam o mesmo espaço externo em todas as escolas da cidade.

A atuação desse professor, nascido no Rio de Janeiro, ultrapassou os muros escolares. Segundo Sebastião Virgilino, um dos amigos com quem mais conviveu, 'ele foi um 'divisor de águas no relacionamento entre jovens e adultos'. Simplício incentivou o desenvolvimento de grupos de teatro como o 'Teja-Teatro Estudantil Jacareí' que apresentou peças como 'Morte e Vida Severina', 'O julgamento de Napoleão', 'Os inimigos não mandam flores' e 'Pluft, o fantasminha' - esta já no grupo de Virgilino que aderira a dramaturgia. Sucesso total. Chegaram a representar em São José a convite de empresa ligada à Rhodia.

 

Faleceu na cidade de Guarulhos, no dia 13 de junho de 2000 e foi sepultado no Cemitério da Saudade, aqui mesmo em Jacareí, na quadra 28.

 

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