LITERATURA - LUDMILA SAHAROVSKY

SUAS PUBLICAÇÕES

 

"Não sei o quanto o termo escritora me define, mas, é o que eu mais faço e gosto de fazer: escrever!"

 

"Em 1972 comecei a publicar minhas crônicas nos jornais de minha cidade e região (O Combate, Diário de Jacareí, Jornal Agora, jornal Valeparaibano (O Vale), jornal da Secretaria das Industrias de Papel Simão).

Meu primeiro trabalho premiado foi uma crônica “Cidade, cidade, ci” que escrevi para o aniversário de Jacareí e com a qual obtive a primeira classificação, lá longe…em 1975, publicada no jornal O Jacareiense, no qual redigi uma coluna de literatura “Livre idéia” por alguns anos!

Depois, em 1978, veio o primeiro lugar com o musical infanto juvenil, “Pitti e o roubo do Sol”, com o qual participei de concurso municipal em minha cidade e que foi julgado por comissão de dramaturgos e diretores de teatro de S. Paulo. O prêmio, além da publicação da obra, foi a encenação, dirigida por Paulo Lara. Na peça, Pitti, a protagonista, desperta um dia e percebe que todos os relógios estão parados, porque, naquela manhã, o sol não nasceu. Ela, seu gato, Mister Miau, e Tiquetaque, seu despertador, partem então ao encontro da Rainha do Tempo, com a intenção de descobrir quem havia sequestrado o sol.

Em1983 – Participo do Volume “Nova Literatura Brasileira”, seleção dos melhores escritores da década de 80 do Brasil, pela Editora Shogun.

 

1984 – Edito meu primeiro livro de poesia (poemas eróticos) “Te Sei” com o qual recebo o Prêmio de Revelação na Poesia Feminina, outorgado pela Rádio do MEC – Ministério de Educação e Cultura do Estado do Rio de Janeiro.

 

Participo das coletâneas de poesia “Santo de casa não faz milagres” e “Poesia na Praça” editados pelo Departamento de Cultura de Jacareí.

Edito a apostila de folclore “Vamos brincar de amarelinha” distribuída em cursos de folclore que ministro em escolas municipais, estaduais e particulares do Vale do Paraíba.

Em 2003, recebo significativa homenagem da Faculdade de Educação Thereza Porto Marques, FAETEC de Jacareí, que batiza com o meu nome sua Biblioteca, que passa a chamar-se “Biblioteca Ludmila Saharovsky.”

Em 11 de dezembro de 2004 o espetáculo Mulheres, baseado na vida de 5 mulheres que, pelo trabalho e dedicação à arte, obtiveram destaque no Vale do Paraíba, é apresentado em São José dos Campos. Eu fui escolhida como uma delas. Trecho da matéria publicada na edição de 11 de dezembro daquele ano, no Diário de Jacareí traz como título: Espetáculo homenageia Ludmila Saharovsky : “O espetáculo Mulheres aborda a cultura Valeparaibana e tem como objetivo valorizar a contribuição feminina no crescimento e urbanização da região e na preservação das tradições do Vale do Paraiba.O projeto foi contemplado com o Prêmio de Incentivo Bambolina, outorgado pela Fundação Cassiano Ricardo, de São José dos Campos e desenvolvido pela Cia. de Teatro Narizes Únicos. Para a montagem do espetáculo foram entrevistadas mais de 40 mulheres, das quais foram escolhidas Dona Lili, figureira da cidade de SJCampos,Luiza e Maria Cândida, também figureiras da cidade de Taubaté, Neide Áurio, cantora lírica de Taubaté, Ruth Guimarães, folclorista e escritora do Vale do Paraíba e a escritora jacareiense Ludmila Saharovsky. A pesquisa, roteiro e direção são de Walmeri Ribeiro, João Fernandes e Ana Cristina Pilchovski.

Em 2004 o livro “Te Sei”, que completou 20 anos de publicação, é adaptado para balé contemporâneo, pela Cia. Radar de Dança,  apresentado em festivais de dança em algumas cidades do Vale do Paraíba e  lançado em CD.

Em 2004 os poemas do livro “No Útero de Deus” (poemas sobre Vida/Morte/Vida), ainda inédito, transformam-se em peça de dramaturgia, como trabalho de graduação na FASC – Faculdade Santa Cecília em Pindamonhangaba, apresentado pelo aluno Roberval Rodolfo, orientado pelo Prof. Marcelo Dênny e são encenados em diversas cidades do Vale do Paraíba em 2004 e 2005, e também no Paço das Artes, dentro da Cidade Universitária – USP.

Em abril de 2007 sou indicada com mais cinco cronistas, pelo Jornal Valeparaibano, para participar da exposição “O tempo presente – Permanência da Crônica Literária no Brasil”, que percorre os SESCs do Vale do Paraíba.

Em 2009 meu monólogo “A Pedra e o Lago” é montado pela Cia do Interior, apresentando-se nas cidades de Jacareí, SJCampos, Ilha Bela e também no Festival de Teatro de Curitiba, Paraná, em mostra paralela. “A pedra e o lago” é um texto escrito em prosa poética, adaptado ao teatro na forma de monólogo, com 60 minutos de duração. Ele narra, de forma metafórica, toda a dor, a angústia e a perplexidade de uma mulher que perde um grande amor. Vivenciando esses múltiplos sentimentos ela empreende uma viagem para dentro de si mesma, para refletir e entender a complexidade das emoções humanas, tão particulares e, ao mesmo tempo, tão universais.

Em 2011 tenho vários poemas e textos publicados na Antologia Delicatta, pela Editora Scortecci.

Escrevo crônicas para a Revista Perfil Mulher de 1983 até 2001, trabalhando alguns anos como Redatora da revista.

Trabalho como editora e cronista do jornal “Saviver”, da Sociedade Amigos da Vista Verde, durante quatro anos.

Edito meu próprio jornal, “O Tablóide cultural” onde também publico crônicas, em Jacareí, durante um ano.

2011 - Meu próximo livro “Tempo Submerso” está no prelo e será lançado brevemente pela Editora Netebooks. Nele eu relato minhas impressões de viagem aos Gulags Soviéticos, feita em 2003 e rememoro a história de minha família perseguida pelo regime stalinista.

Atualmente escrevo crônicas para a Revista Absollut, distribuída no Vale do Paraíba e para o Jornal O Vale, de São José dos Campos.

Participo do  Dicionário das Escritoras Valeparaibanas

 

Tempo Submerso se revela ao longo de uma viagem à Solovki, arquipélago russo, na borda do Círculo Polar Ártico. Emerge das memórias e reflexões de uma viajante para cumprir, nessa terra distante, a missão que recebeu do avô quando era menina. A missão de encontrar o local onde tombaram os mortos da família e celebrar o rito fúnebre ainda por ser feito.

Pelos olhos da viajante que narra, contemplamos paisagens glaciais, noites claras, lagos transparentes sob um céu infinitamente azul. Avistamos muralhas, torres de observação, altos crucifixos sobre penhascos – braços votivos abertos para a imensidão. Adentramos em ruínas, em templos, em monastérios com cúpulas arredondadas e brancas do século XVI. Pisamos em solos de turfas. Ladeamos pedras sobrepostas a pedras, que foram roladas e trazidas pelo degelo dos icebergs. Pedras peregrinas! É como se chamam. Caminhamos em um labirinto formado por elas, em céu aberto e à beira-mar. Somos informados que foi construído há cinco mil anos pelos povos que por ali passaram, para delimitar as áreas de sepultamento dos seus. Compreendemos então que estamos em um espaço sagrado e assim mantido por milênios.

Mas logo descobrimos que esse espaço também foi palco do assombroso da natureza humana – de uma de suas expressões radicais enquanto fenômeno de dominação. Estamos onde os comunistas instalaram, em 1920, o primeiro e mais temido campo de concentração do regime de Stalin e de seu lema: “Com mão de ferro levaremos a humanidade rumo à felicidade”.

Emerge então o Tempo Submerso do qual a mulher que relata é também a sua guardiã. Transportados por seus olhos, suas mãos, sua escuta, imantados em seu corpo, folheamos documentos, conversamos com pesquisadores e partilhamos memórias acerca do destino cruel que alcançou homens e mulheres, crianças e idosos, nesse campo de concentração. Acessamos uma história de tiranias, de atrocidades, que foram escritas sob a inspiração e pelas forças mais sombrias e bestiais da natureza humana.

Ébrios de pasmo, prosseguimos com a viajante. Compartilhamos suas reflexões sobre o assombroso que foi vivido e sobre o assombro que permanece: a fragilidade de nossas

 

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