BARÃO DE JACAREÍ BENTO LÚCIO DE MACHADO

 

Bento Lúcio de Machado, primeiro barão com grandeza de Jacareí, (Jacareí, ? 1790 — Jacareí, 8 de novembro de 1857), foi um nobre e político do Império do Brasil.

Biografia

Filho do capitão Salvador Machado de Lima e de Ana Maria da Conceição Nogueira, foi nomeado "eleitor paroquial" da Vila Nossa Senhora da Conceição de Jacareí em 20 de maio de 1821. Uma década depois, mais precisamente em 1831, já ocupando o posto de sargento de milícia, doou 400$000 (quatrocentos mil réis) para o "Corpo de Voluntários Jacariano" fato que associado a muitos outros lhe renderam as seguintes honrarias: Grande do Império, Oficial da Imperial Guarda de Honra, Comendador da Imperial Ordem de Cristo e Oficial da Imperial Ordem da Rosa.

Em 31 de dezembro de 1849, foi agraciado pelo Imperador Dom Pedro II, com o título de Barão de Jacareí e no dia 3 de dezembro de 1852, com o título de Barão de Jacareí com Honras de Grandeza.

Casou-se com a Baronesa Joaquina Angélica de Toledo Barreto, natural de Taubaté, filha de Leonardo Cone de Toledo e de Maria Clara Barreto. Não tiveram filhos. Foi o doador das terras para a Construção da Santa Casa de Misericórdia de Jacareí, da qual foi por muitos anos provedor e protetor. Contribuiu com a importante soma de seis contos de réis para as obras da construção da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição.

   

O título de Barão de Jacareí é um título nobiliárquico, condecoração dada para agraciar a nobreza, criado por D. Pedro II através do decreto de 31 de dezembro de 1849, a favor de Bento Lúcio de Machado. E mais tarde, Licínio Lopes Chaves receberia o mesmo título. Em 15 de junho de 1907, a atual Rua Barão de Jacareí, região central do município, recebeu este nome em homenagem aos dois Barões. O primeiro e mais influente Barão de Jacareí, Bento Lúcio Machado, recebeu o título com honras de grandeza concedidas pelo próprio Dom Pedro II. Anteriormente a isso, Bento Lúcio serviu Dom Pedro I como oficial da antiga guarda de honra. O Barão, também foi responsável por doar as terras para a edificação da Santa Casa de Misericórdia, após ter adquirido tal lote através de negociações comerciais com parceria de outra figura muito influente na história jacareiense, o alferes João da Costa Gomes Leitão. O Barão Bento Lúcio encontrou grande reconhecimento por seus atos, e foi sepultado dentro da Igreja Matriz, onde hoje se localiza a capela do Santíssimo. O segundo, Licínio Lopes Chaves, se tornou Barão por decreto imperial em 20 de agosto de 1889. Historiadores locais, especificamente o professor Benedicto Sérgio Lencioni, acreditam na possibilidade maior da rua ser uma homenagem a este Barão, por ele estar vivo quando a rua foi nomeada. Barão Licínio Lopes Chaves também contribuiu de forma importante para o desenvolvimento da Santa Casa de Misericórdia de Jacareí, chegando até a adicioná-la em seu testamento final. Nos dias de hoje, a Rua Barão de Jacareí é um ponto vital de acesso para toda a cidade, e seu nome representa uma honraria à memória de qualquer um dos barões e de suas grandes contribuições para a sociedade jacareiense no passado e a como elas refletem no contexto contemporâneo. Fontes :Carlos G. Rheingantz, em "Titulares do Império" (RJ, 1960); Arquivo Público de Jacareí.

   

 

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