"CRÔNICAS DA CIDADE"

 

"SANTA PANÇA"
  No meu mundo encantado quase tudo é limitado

A saúde Deus tem abençoado

Suar para ganhar o pão

Para comer arroz com feijão.

Os pançudos de picanha e cerveja se empanturram até dizer chega.

O pobre quando tem, tem montão para dividir também.

Assim vai meu povo a dizer amém!

É leitor, esse poema não é de amor, reflete a indignação de muitos brasileiros, pagadores de impostos e que vêem alguns usarem "Louis Vuitton" saído das propina, enquanto não têm dinheiro pro pão; e os corruptos ainda querem ter razão!

Como disse o filósofo brasileiro Mário Sérgio Cortella, em 2007, numa palestra onde responde com astronomia 'a arrogância de pessoas que se acham superiores: "...Quem é você? Quem sou eu?" Quem sou para achar que o único modo de fazer as coisas é como eu faço? quem sou eu para achar que cor de pele adequada é a que eu tenho? Quem sou para achar que o único lugar bom para nascer foi onde eu nasci? Quem sou eu para achar que o único sotaque correto é o que eu uso? Quem sou eu para achar que a única religião certa é a que eu pratico? Quem sou eu? Quem és tu? Tu és um vice-treco do sub-troço"

No mundo das propinas "sou honesto" é o brado dos corruptos, mas como diziam nossos avós: "Limpe a casa para não se acostumar com a sujeira".

Para falar de amor, crime de lesa-pátria não convém, só sei que, todos os que praticam uma característica tem: pança carregada de picanha e de cerveja, haja pança, pança santa, santa pança!

  por Salette Granato/Diário de Jacareí - Espaço Literatura em 14/05/2016

 

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