ESPAÇO CANTO DAS POESIAS

 

Waldmir Antonio de Carvalho

"CLAMOR DO JOVEM"

 

Morte, tristeza pairando no ar,

E o jovem rebela-se.

Quer paz, quer amar.

Não o deixam, impedem

Até de pensar...

Mas quem são que não vêm

Que é errado matar ?

Orgulho, ambição,

Cervos famintos.

Não sentem a dor

Dos povos sofridos

"Que cessem a guerra"

O jovem reclama,

 

Mas dizem que a guerra,

Da paz é o programa.

Mais luta, mais morte,

Mais bombas, mais vidas que tombam.

É a guerra ceifando

Dos braços das mães,

Seus filhos... dormidos

Carentes de amor.

"Parem a guerra"

Grita o rapaz.

Riem... desprezam

O alto clamor.

E ao longe, distante,

Se ouve o clamor

Das armas potentes

Matando sem dor.

 

"Por Deus parem a matança !"

É o grito suplicante,

Diário do jovem.

E eles, surdos malditos

Amordaçam os gritos...

E matam, matam,

Matam sem cessar...

Até quando teremos

No mundo dos homens

Essas guerras, essas fomes

De poder, de força,

De maldição catastrófica?

"Parem, não matem mais..."

Por favor me ouçam

Parem com essa matança! ...

W. A. de Carvalho – 1967

 

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CANTO DA POESIA

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