ESPAÇO CANTO DAS POESIAS

 

Roberto Donizete de Souza

"PARA SEMPRE"

 

Quando eu não mais estiver por aqui, estarei no vento manso,

Mas intrépido, que roça seus cabelos.

 

Quando as folhas das árvores caírem, na estação do outono,

Ali estarei, renovando a cada instante,

Em cada nova folha a emoldurar de vida os galhos.

 

Quando surgir o sol, entremeado pela tarde amena,

Estarei em seu pensamento

Como bálsamo e consolo de um dia difícil.

 

Quando olhar ao longe, e vir ao pensamento

O colorido dos Ipês, amarelo, rosa, branco...

Estarei em meio 'a paisagem de flores que encantam.

 

Quando o sol se por e avizinhar a noite,

Ainda assim, lá estarei, na despedida do dia,

Para voltar logo, para o aconchego dos que se buscam e se completam.

 

Quando tudo passar, como as pessoas, estarei entregue 'a natureza,

Em meio 'aquelas que, como o rio,

Um dia sentiu a força impetuosa das águas.

 

Quando, afinal, ainda pensar em mim,

E fugir da vida cotidiana estonteante, nem que seja por instantes,

Lembre-se

Do vento silencioso e manso

Perpassando pelos seus cabelos e suavizando as tardes,

Das folhas que caem para que outras ressurjam, novas, viçosas,

Do por do sol e da noite envolvente.

Do colorido dos ipês, da força do seu coração que,

No ímpeto das águas, tudo arrebata.

Das manhãs frescas e das tardes tépidas de outono..

Pois lá sempre estarei, em algum lugar, sempre!

R. D. de Souza

 

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CANTO DA POESIA

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