ESPAÇO CANTO DAS POESIAS

 

Aurora Teixeira Vasques
' TROVAS DE AURORA"

 

Todos os sonhos quebrados

Na sua infância carente

Poderão ser consertados

Nas ações do seu presente 

 

Tua ausência me faz bem

E até me sinto melhor

Não discuto com ninguém

E a cama ficou maior

 

Nossas vidas em outra era

Tudo se desmoronou

Pois lá estarei a sua espera

Onde tudo começou 

 

Rodopiando dancei

Um tango bem sofredor

E em cada volta joguei

As cinzas do nosso amor

 

Y Gardel volvió na noche

Com el tango y soledad

Em silencio si reproche

Buscando la libertad 

 

Em trevas andei por ai

Sem saber porque vivia

Mas o dia em que te vi

A luz se fez por magia 

 

As almas quando se prendem

No puro laço do amor

Mesmo a distancia se entendem

Seja a distancia que for

 

Queria amar dar-lhe tanto

Mas tão tarde não valeu

As trevas jogou-me o manto

E a cabeça encaneceu

 

Esse amor tão decantado

Mas tão fútil como o seu

Deveria ser trocado

Por um igualzinho ao meu 

 

Não devo me aborrecer

Se houve perda ou acerto

Um dia vamos morrer

O mundo não tem conserto

 

Acariciando meu rosto

A brisa suave me trás

A lembrança do desgosto

Da falta que ele me faz 

 

Se uma perda foi matreira

Tirando tudo de mim

Não me importa sou guerreira

Ei de lutar até o fim

 

A perda do nosso amor

Não deve nos afetar

Pois talvez nosso valor

Esteja em outro lugar

 

Se uma perda o magoou

Jogando tudo a seus pés

Pegue o pouco que restou

E domine seu revés

 

E se cheguei na fronteira

Dos anos que já vivi

Continuo muito faceira

Livre como bem-te-vi

 

Você colocou fronteira

Pensou que eu ia esquecer

Não gostei da brincadeira

Vou te amar até morrer

 

Desato o nó da lembrança

E um facho de luz sem fim

Me trás de volta a criança

Que o tempo levou de mim

 

Coisas passadas na vida

Que não podemos lembrar

E que deixaram feridas

Para nos martirizar

 

Selei ao negar-te o abraço

A minha sina de só

A mão que desata o laço

Nem sempre desfaz o nó

 

Quando vem uma saudade

De doer o coração

Penso que nessa maldade

Existe uma punição

 

Se Deus que espalha o amor

E me ensinou a te querer

Por que não disse da dor

De não poder te esquecer?

 

Tenho-te sempre bem perto

Mesmo não sendo verdade

Porque tu vives por certo

Dentro da minha saudade

 

Para matar as saudades

Fui ver-te em ânsias correndo

E eu fui matar saudades

Vim de saudades morrendo

 

Na tua ausência a ansiedade

Quando anoitece é um açoite

É que os ventos da saudade

Batem mais durante a noite

 

Em minha humilde morada

Meu espaço meu abrigo

Não me sinto abandonada

Mora a saudade comigo

 

Quando a tristeza me invade

Em noite fria e silente

Feito acalanto a saudade

Me trás você de repente

 

Que ousadia da saudade

Chegou sem dizer a hora

Entrou, ficou a vontade,

E nunca mais foi embora

 

Tenho por norma e feitio

Não revidar mal querenças

Na pedra gravo elogio

E na areia escrevo as ofensas

 

 

A sedução me seguia

 com persistência tenaz...

e quanto mais eu corria

 mais ela corria atrás.

 

 

PÁGINA INICIAL

CANTO DA POESIA

Este site é administrado e gerenciado por Celso Luís Vasques -  Editado pela última vez em 10/05/2020 17:11

Envios de arquivos, fotos e correções para jacarei@jacarei.blog.br - WhatsApp > 12-997653533